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Araucária - PR
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A VERDADE QUE TATI NÃO CONTOU

temtudoinfinity
11 de março de 2026
A VERDADE QUE TATI NÃO CONTOU

chamou atenção a chamada “entrevista” concedida pela vice-prefeita de Araucária, Tati Assuiti, a um comunicador conhecido por adotar uma linha editorial marcada por críticas permanentes ao governo do qual a própria vice-prefeita faz parte.

A primeira pergunta que naturalmente surge é: por que uma vice-prefeita escolhe justamente esse canal para fazer uma espécie de “seletiva” de imprensa? Após assistir ao conteúdo divulgado, torna-se inevitável refletir não apenas sobre aquilo que foi dito, mas também sobre os pontos que ficaram de fora da narrativa apresentada ao público.

O INÍCIO DA HISTÓRIA É importante lembrar que a escolha de Tati Assuiti como candidata a vice-prefeita representou, à época, um gesto claro de confiança política do grupo liderado pelo prefeito Dr. Gustavo. Durante a campanha eleitoral, ambos estiveram lado a lado em todos os momentos. Não há registro público de qualquer episódio de desvalorização ou inferiorização da vice.

Ao contrário: basta rever os materiais de campanha e discursos do então candidato, que frequentemente destacava sua presença como símbolo de representatividade feminina na política municipal.

Após a vitória nas urnas, a vice-prefeita seguiu participando das discussões administrativas. Como ocorre em qualquer governo, nem todas as sugestões apresentadas são incorporadas, uma vez que determinadas decisões pertencem exclusivamente à autoridade do prefeito. Mesmo assim, sua presença institucional foi ampliada.

Pela primeira vez na história recente do município, a vice-prefeita passou a ocupar gabinete no quarto andar da Prefeitura, ao lado do gabinete do prefeito, no centro das decisões administrativas.

Além disso, também lhe foi confiada uma das pastas mais relevantes da administração municipal: a Secretaria de Educação, tradicionalmente uma das estruturas com maior orçamento e impacto social dentro da gestão pública.

O QUE NÃO FOI DITO NA ENTREVISTA Na entrevista recente, porém, alguns episódios relevantes da convivência administrativa não foram mencionados. Relatos internos apontam que a postura da vice-prefeita, em diversos momentos, teria gerado tensões dentro da dinâmica institucional, especialmente em situações nas quais procedimentos administrativos ou orientações de natureza legal foram apresentados.

Eu mesmo presenciei um desses episódios, diz Laércio Monteiro. Quando foi anunciada, à revelia da estrutura oficial de comunicação do município, uma coletiva de imprensa, entrei em contato para orientar sobre os procedimentos institucionais necessários para esse tipo de ato público.

A orientação teve caráter exclusivamente profissional e preventivo, inclusive com base no Decreto Municipal nº 41.897/2025, que trata de normas administrativas relacionadas à comunicação institucional.

O objetivo era evitar questionamentos jurídicos ou administrativos futuros. No entanto, a orientação acabou sendo apresentada publicamente como se fosse uma tentativa de cerceamento, o que, segundo pessoas próximas ao governo, não corresponde à realidade dos fatos.

AS ARTICULAÇÕES POLÍTICAS Outro ponto que não foi abordado na entrevista diz respeito às movimentações políticas ocorridas nos bastidores nos últimos meses. Nos círculos políticos da cidade, passaram a circular informações sobre a aproximação da vice-prefeita com ex-vereadores condenados e personagens da política local que mantêm histórico de confrontos com a atual administração.

Entre os episódios comentados nos bastidores está um encontro ocorrido na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), no qual teriam participado a vice-prefeita, o ex-marido e ex-vereador Alex Nogueira, e o vereador Ben Hur Custódio, relator da Comissão Processante instaurada (e anulada) contra o prefeito. Para analistas políticos da cidade, a reunião foi interpretada como parte de um movimento mais amplo de articulação política.

A COMISSÃO PROCESSANTE Nesse contexto surgiu a Comissão Processante contra o prefeito. A iniciativa acabou sendo posteriormente anulada por vícios de procedimento, conforme decisões institucionais e judiciais já amplamente divulgadas.

O surgimento da comissão coincidiu com um momento específico: o período em que o prefeito se encontrava em férias e a vice-prefeita exercia interinamente a chefia do Executivo municipal — circunstância que intensificou ainda mais o debate político em torno do episódio. Mesmo após a anulação da comissão, o ambiente político permaneceu marcado por tensões e disputas narrativas.

A ENTREVISTA E A NARRATIVA E VÍTIMA É nesse cenário que surge a recente entrevista. Inicialmente anunciada como uma coletiva aberta à imprensa, a iniciativa acabou sendo realizada apenas com um único canal de comunicação — justamente aquele que mais tem produzido críticas sistemáticas ao governo municipal.

Na entrevista, a vice-prefeita apresenta uma narrativa baseada em alegações de perseguição política e misoginia. Entretanto, esse ponto também levanta questionamentos no debate público.

A atual administração municipal conta com diversas mulheres ocupando cargos de liderança e chefia em diferentes secretarias e estruturas administrativas, o que leva alguns observadores políticos a questionarem a coerência da narrativa apresentada. Além disso, a própria vice-prefeita foi confiada a responsabilidade de conduzir uma das principais secretarias do município — a Secretaria de Educação — pasta que possui grande influência administrativa e um dos maiores orçamentos da gestão pública municipal. Esse fato também é lembrado por críticos da narrativa de desvalorização institucional.

AS PERGUNTAS QUE FICAM Diante desse cenário, algumas perguntas inevitavelmente surgem no debate público:

É comum que uma vice-prefeita se aproxime de adversários políticos do próprio governo para construir articulações externas?

É mera coincidência o surgimento de uma comissão processante justamente no período em que o prefeito se encontrava ausente e ela exercia a prefeitura interinamente?

Por que uma coletiva anunciada publicamente acabou se transformando em uma entrevista exclusiva para um único comunicador, o que mais ataca o governo que faz parte?

Como sustentar a existência de um ambiente de misoginia dentro de um governo que possui diversas mulheres em posições de liderança e comando administrativo?

E se realmente existia um ambiente de desrespeito ou desvalorização institucional, por que a própria vice-prefeita foi confiada a condução de uma das secretarias mais estratégicas e relevantes da administração municipal ?

Por fim, por que o próprio prefeito confiou à vice-prefeita a condução interina da administração municipal e, mesmo diante de divergências políticas, manteve postura pública de respeito institucional?

CONCLUSÃO: A política frequentemente é construída por narrativas. Alguns optam pelo caminho da construção institucional e da gestão pública. Outros apostam em estratégias de confronto permanente como forma de reposicionamento político.

Cabe agora à população de Araucária observar os fatos, comparar versões e formar seu próprio juízo.

Porque, mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre encontra um caminho para aparecer.

Fonte.: https://www.facebook.com/LaecioMonteiroOficial

✍️ Laécio Monteiro – Comunicação Inteligente Jornalista | MTB 11120-PR

Apresentador e Radialista | DRT 7640-PR Escritor | Gestor 🌐

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www.conexaogeral.net.br